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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Being happy!

Domir tarde e acordar junto com o Sol, resolver tudo o que foi deixado pra última hora. Correndo dali pra cá, a minha pequena parte da manhã parecia agitada demais para a calmaria da cidade onde todos estavam em suas casas protos para assistir à um jogo de futebol.
A viagem de duas horas me pareceu longa -mudaria de ideia mais tarde-, minha ansiedade fez com que tudo passasse devagar mas na verdade eu desejo que não tivesse passado tão rápido.
Era tanta gente em um lugar só!
Cada um com um objetivo, cada um com a sua vida. Uns chegando, outros partindo; alguns só passeando, ou trabalhando; esperando alguém chegar, ou deixando alguém partir. Eu estava partindo para um lugar bom, estava indo em direção ao que um dia estava tão longe de mim.
Despedidas foram rápidas demais, não houve tempo para pensar que ficaria longe de casa, era como estar voltando para um outro lar. Também não teve tempo de ficar perdida, aquele monte de gente de laranjinha foi como uma família conhecida a força! Ainda bem!
Cerca de 11 horas depois...
Sintam o cheiro do Primeiro Mundo! Todo o desgaste valeu a pena.
Julho nunca foi um mês tão lindo.
Uma família tão fofa e maneira ninguém teve igual. Uma casa que parecia de filme,  difícil de acreditar que era onde eu ia dormir, jantar... Ônibus com outro andar, sempre pensava que em alguma curva ele tombaria, mas estou viva ainda. Aulas mais engraçadas... também não teve igual. Nem os melhores passeios em Oxford, Bath, Stonehenge, ou a melhor maratona de Londres! Tudo passando tão rápido e tão devagar, seria ótimo ficar mais tempo. A viagem mais longa de ônibus e mais cansativa foi bem recompensada com uma visão maravilhosa de Paris. Só não gostei de voltar porque parecia que na verdade eu estava saindo de casa.
Não tem como criar metáforas pra tudo isso, nada pode representar tanta felicidade senão o próprio ato de ser feliz.
E fui mais do que feliz, sei disso porque sinto saudade da felicidade.


sábado, 7 de agosto de 2010

Come back now.

Há um mês atrás eu pensava em como ia sobreviver em um lugar no qual eu havia acabado de chegar, com um língua diferente, pessoas diferente, e com aqueles que eu conheci apenas alguns dias antes. Pensei que seria difícil, que não conseguiria chegar ao fim sem sentir vontade de nunca ter ao menos ido até lá.
Me enganei legal.
Como pude me sentir melhor lá do que aqui, onde está minha família e amigos? Não senti saudade de casa. Na verdade não parecia que eu etava longe de casa, foi como se eu tivesse chegado em casa, após um longo período fora.

Aqui, só de pensar em sair de casa fico com preguiça. Ir até o ponto do ônibus? Preparação psicológica. Marcar de encontrar o povo? Só se alguém fosse comigo. Em Bournemouth, mesmo sem ter nada pra fazer não parava em casa. Saía cedo - de ônibus -, voltava para a janta, e saía de novo. Andei sozinha pra caramba, confesso que no começo não era tão bom, mas depois a gente acostuma.
Eu podia andar com trocentas câmeras, ipod, celular na mão, que ninguém me roubava. Podia estar bem ou mal vestida que ninguém olhava torto. Acho que se faço isso aqui ... Era uma vez eu.
Preciso comentar preços? Me sinto roubada comprando um CD aqui enquanto por lá podia comprar dois. O mesmo vale para roupas, tênis, bolsas, celulares... 
Amigos. É muito injusto se eu disse que muitos que eu conheci lá foram mais "amigos" do que alguém que conheço há muito tempo por aqui? Talvez seja, mas é verdade.
Resumindo, a vida é bem melhor lá.
E não queria, em momento algum, voltar para casa. Em vez de ir encontrar com meus pais, preferia mil vezes que eles fosse para lá me ver, e podiam até ficar por lá - melhor ainda ! 
Mas agora estou de volta pra minha vida brasileira.
Alguma dúvida de que quero voltar?


Acho que desabafei hmm. podem esperar vários como este, porque quanto mais eu penso que disse o suficiente sempre percebo que faltou algo.